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	<title>Arquivos Sexualidade - Dra. Carolina Ambrogini</title>
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	<description>Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Aug 2025 00:39:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Vaginismo: a dor que até impede a penetração no sexo</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/vaginismo-impede-a-penetracao-no-sexo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 00:37:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>O Vaginismo é uma disfunção sexual caracterizada pela dificuldade de uma pessoa com vagina (mulher cisgênero, homem transgênero ou pessoas não-binárias) em ter uma relação sexual completa – por sentir dor ou uma espécie de “barreira” que impede a penetração do pênis, do dedo ou de <a href="https://carolinaambrogini.com.br/4-estrategias-para-se-divertir-a-dois-com-um-vibrador/">objetos como vibradores</a>. Muitas vezes essa barreira é, na verdade, uma forte contração da musculatura ao redor da vagina, estreitando sua abertura e tornando a penetração dolorosa ou realmente impossível. Embora o meio médico-acadêmico tenha recentemente substituído “Vaginismo” por “Dor gênito-pélvica e/ou desordens da penetração vaginal”, neste texto adotarei o termo mais conhecido pelo público geral.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Angústia: a culpa do vaginismo minha?</h2>



<p>A maioria das pessoas que sofre (e muito!) com essa condição quer muito descobrir uma causa e se pergunta coisas como: “Será que nasci com a vagina pequena?”; “Será que meu hímen é muito espesso?”; “Será que sou desproporcional ao pênis da minha parceria sexual?”. Por isso, é essencial ter uma avaliação profissional especializada em sexualidade: infelizmente não são todas as pessoas ginecologistas que entendem de vaginismo… e podem acabar atrapalhando ao invés de ajudar. Se você não consegue nem introduzir o dedo na sua vagina, por exemplo, é natural que tema o exame ginecológico com o espéculo – e essa não é a conduta adequada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Causas do vaginismo</h2>



<p>Geralmente não há uma única causa para o vaginismo, trata-se de uma conjuntura de fatores. E a maioria desses fatores não são físicos, mas emocionais. Por exemplo: ter recebido uma educação sexual conservadora (quando o assunto “sexo” foi abordado de forma negativa em casa ou sequer existiu), a memória de um abuso sexual ou de uma experiência ruim (como ter sentido muita dor na primeira relação sexual), situações que gerem culpa etc. Algumas pessoas sentem uma espécie de agonia ao serem tocadas na vulva, outras temem sentir dor e contraem a musculatura de forma reflexa (nem percebem que a vagina está fechada)…</p>



<p>Essas experiências negativas vão se acumulando, gerando uma ansiedade na hora da relação sexual que as impede de curtir e se excitar. É comum que pessoas com vaginismo ouçam conselhos absurdos como “É só tomar um vinho e relaxar!”. A questão é muito mais séria: como relaxar sabendo que está prestes a sentir uma dor lancinante e horrível? Frustração e medo são palavras que definem a vida de quem sofre com vaginismo. E palavrinhas que não conjugam bem com o verbo transar, né?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como deve ser a consulta médica?</h2>



<p>Na consulta, é preciso que todos os aspectos da sua sexualidade sejam considerados. Como ela foi construída? Houve influência de uma educação rígida? Qual a importância da virgindade? Como foram as primeiras experiências sexuais? Quais os hábitos de masturbação? Como são as relações sexuais atualmente? Existem dificuldade para inserção de absorventes íntimos? Usa medicamentos? Enfim, uma série de questões que que tem TUDO a ver com o vaginismo.</p>



<p>Depois de criar um laço de confiança e a pessoa se sentir preparada, podemos realizar o exame físico com muito cuidado e paciência: sempre respeitando os limites dela, avisando sobre todos os passos, recorrendo a técnicas de relaxamento. A avaliação da postura da paciente na maca é de suma importância para o diagnóstico e o direcionamento do tratamento mais adequado. Observamos se tem medo, se sua frio, se fecha involuntariamente as pernas, se contrai a musculatura perivaginal, se tem sensibilidade aumentada ao toque de um cotonete, se existem lesões, se a musculatura da vulva está normal…</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tem tratamento e cura?</h2>



<p>Sim, o tratamento existe e é muito efetivo! Mas não é mágico, viu? Você terá que se empenhar bastante, enfrentar seus medos, fazer exercícios de fisioterapia e realmente querer melhorar. Após a primeira avaliação, a pessoa ginecologista especializada em sexualidade traça um plano terapêutico de acordo com as possíveis causas do (seu) vaginismo. Muitas vezes o tratamento é um conjunto de psicoterapia, fisioterapia específica para o assoalho pélvico (por favor, não confunda com exercícios de pompoarismo!), uso de medicamentos (caso a pessoa tenha vulvodínea, uma sensibilidade aumentada na vulva) ou hormônios (se a vagina estiver carente destes) e até terapia com laser.</p>



<p>Independentemente do tipo de tratamento, a pessoa terá que passar por um processo de “dessensibilização”. É uma técnica para o cérebro “reaprender” sobre a penetração. São usados dilatadores vaginais de tamanhos progressivos, não para dilatar a vagina em si, mas para que a pessoa se acostume com a sensação de ser penetrada, adquira tolerância à dor vá perdendo o medo. Esse “abrir a vagina” literal também representa uma abertura para a sexualidade mais prazerosa. Vale muito a pena!</p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>Virgem pode usar vibrador?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/virgem-pode-usar-vibrador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 00:34:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vez ou outra me perguntam no consultório se virgens podem usar vibrador. Não que a dúvida tenha relação direta com a saúde – ou seja, se a masturbação com um brinquedo erótico faz mal ao corpo (não faz!). Querem saber, na verdade, se ele rompe o hímen e “decreta” o fim da virgindade… Esse conceito [&#8230;]</p>
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<p>Vez ou outra me perguntam no consultório se virgens podem usar vibrador. Não que a dúvida tenha relação direta com a saúde – ou seja, se a masturbação com um brinquedo erótico faz mal ao corpo (não faz!). Querem saber, na verdade, se ele rompe o hímen e “decreta” o fim da virgindade…</p>



<p>Esse conceito de que virgindade é sinônimo de hímen íntegro (não-rompido) já caiu em desuso há muito tempo. Em outras palavras, está bem fora de moda. Ele só é utilizado na terminologia médico-legal, por exemplo, se a pessoa precisa passar por algum exame de corpo de delito após uma agressão sexual.</p>



<p>Hoje falamos que uma pessoa é virgem se ela nunca teve nenhum contato sexual com outra pessoa. Não existe mais aquela ideia de que é preciso ter tido uma penetração vaginal para deixar de ser virgem. Se a pessoa recebeu sexo oral, dedada, penetração anal… ela não é mais virgem &#8211; mesmo que tenha o hímen íntegro!</p>



<p>Portanto, mesmo se você usar um vibrador do tipo que penetre a vagina e o ato romper o hímen, você continuará sendo virgem pois não teve contato sexual com outra pessoa (só com o brinquedo erótico, que é um objeto). Por isso, os vibradores podem ser usados por pessoas virgens.</p>



<p>Aliás, eles proporcionam um aprendizado sobre a própria sexualidade que será muito útil quando for experimentar uma relação sexual. Aquele medo de sentir dor ou ter um sangramento na primeira penetração vaginal terá uma intensidade muito menor ou nenhuma, pois a pessoa já conhecerá a sensação, os músculos vaginais estarão mais relaxados e a experiência pode ser <a href="https://carolinaambrogini.com.br/3-jeitos-de-saber-que-voce-atingiu-o-orgasmo/">muito mais prazerosa</a>.</p>



<p>É importante conhecer o próprio canal vaginal, introduzir o dedo, um tampão ou copinho menstrual. Talvez seja melhor começar com um vibrador mais fino, com diâmetro menor (semelhante à grossura de um dedo) e ir se acostumando, explorando as sensações de prazer sem medo ou vergonha. A vagina é sua e não de quem “tirou sua virgindade”.</p>



<p>Se ainda assim você tem receio, analise para quem esse conceito de virgindade baseado no hímen é importante. Para você? Para seus pais? Para sua avó? Para as regras da sua religião?<br>A virgindade é uma grande construção cultural que está sendo posta em cheque atualmente, abrindo as portas (pernas?) para uma maior liberdade sexual, mais consciente, mais apropriada do próprio desejo e não o de outra pessoa.</p>



<p>A sua sexualidade é SUA e cabe a você decidir qual a melhor maneira de explorá-la. Os vibradores são como lanternas a nos guiar numa selva escura. Que tal se aventurar?</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sexo na menopausa: é possível ter prazer?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/sexo-menopausa-e-possivel-ter-prazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 00:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A menopausa corresponde à última menstruação das pessoas com útero, uma fase natural da vida que costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos de idade. Os ovários diminuem a produção de hormônios e podem surgir sintomas como fogachos (ondas de calor), irritabilidade, redução de libido, secura vaginal, dor na relação sexual. Apesar disso, [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>A menopausa corresponde à última menstruação das pessoas com útero, uma fase natural da vida que costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos de idade. Os ovários diminuem a produção de hormônios e podem surgir sintomas como fogachos (ondas de calor), irritabilidade, redução de libido, secura vaginal, dor na relação sexual.</p>



<p>Apesar disso, a ideia de que a sexualidade piora com a chegada da menopausa tem mais a ver com uma construção social: ao longo do tempo, ela foi (ainda é?) associada à decadência e envelhecimento. Eu questiono esses mitos e digo que, ao contrário, o sexo na menopausa poder ser muito melhor do que você imagina. Existem várias razões para que isto aconteça:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Muitas pessoas mais maduras já sabem o que querem, vivenciaram bastante a sua sexualidade, provavelmente têm mais segurança e confiança quanto às próprias preferências sexuais;<br></li>



<li>A tendência é que o casal também tenha amadurecido, aprimorado o diálogo e a intimidade, elementos fundamentais na hora do sexo;<br></li>



<li>Com crianças maiores (talvez até fora de casa), teoricamente sobra mais tempo e dinheiro para o casal se curtir mais, <a href="https://carolinaambrogini.com.br/3-ideias-de-vale-night-para-o-casal/">fazer aquela viagem de final de semana</a>, se “reencontrar” depois de um longo período de dedicação à família;<br></li>



<li>Da mesma forma, sobra mais tempo e dinheiro para se dedicar a projetos pessoais, o que eleva muito a satisfação própria e se reflete na cama;<br></li>



<li>Ninguém precisa sofrer com os sintomas como ondas de calor, irritabilidade, insônia e secura vaginal. A reposição hormonal para pessoas na menopausa foi reformulada e hoje é considerada segura. Para quem não pode usar hormônios, existem alternativas fitoterápicas e o laser vaginal.<br></li>



<li>Quem sentir o desejo sexual diminuir e tiver indicação, pode fazer a reposição de testosterona. Ela está bem estudada para pessoas na menopausa e pode ser feita com segurança.</li>
</ul>



<p>Lógico que nem tudo são flores, afinal a menopausa representa mais do que o fim da fase reprodutiva. Ela representa um marco de que o tempo está passando, portanto, é inevitável uma reavaliação das escolhas de vida. “Estou feliz com o meu relacionamento?” Muitas vezes, uma relação longa chega nesta fase da vida desgastada e deserotizada. Essa é a principal questão do sexo na menopausa: o relacionamento ruim. Nesse caso, não há hormônio que resolva e sim, bastante terapia.</p>



<p>A menopausa também reflete as nossas escolhas de saúde. Quem nunca investiu em alimentação saudável e atividade física costuma chegar na maturidade acima do peso, com doenças crônicas e mais sinais do envelhecimento &#8211; esse conjunto gera baixa autoestima. Por isso, é melhor pensar na sua saúde hoje. De qualquer forma, nunca é tarde para mudar hábitos e fazer novas escolhas.</p>



<p>Se você está vivenciando a menopausa, pense nela como uma oportunidade de transformação, de repensar a vida, de repaginar o relacionamento ou até de conhecer pessoas novas – não há idade limite para namorar, acredite! E por que não experimentar um brinquedinho erótico a sós (conhece o <a href="https://afroditeonline.com.br/sugador/com-vibrador2/">sugador de clitóris</a>?) ou com a parceria?</p>



<p>Aproveite também para avaliar seu trabalho (ele te traz satisfação?) e, principalmente, sua saúde. Se você nunca se preocupou muito com ela, agora é a hora de se questionar como quer envelhecer. Dá para envelhecer sem pensar em decadência, mas no que foi construído e nos planos para o futuro. Afinal, você deve ter mais de 1/3 da vida pela frente.</p>



<p><em>*Se você estiver passando por dificuldades em sua vida sexual, procure profissionais com qualificação e especialização na área </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Orgasmo Feminino: Curiosidades sobre o tão buscado prazer</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/curiosidades-orgasmo-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 22:21:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dificuldade ou ausência de orgasmos entre as pessoas com vulva é tema de estudos acadêmicos, minisséries em plataformas de streaming, discussões nas redes sociais… Se até o final do século XIX a anorgasmia era desejável para uma mulher “decente”, hoje atendo pacientes frustradas por alcançar o clímax “apenas” uma vez em cada relação sexual. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A dificuldade ou ausência de orgasmos entre as pessoas com vulva é tema de estudos acadêmicos, minisséries em plataformas de streaming, discussões nas redes sociais… Se até o final do século XIX a anorgasmia era desejável para uma mulher “decente”, hoje atendo pacientes frustradas por alcançar o clímax “apenas” uma vez em cada relação sexual. O orgasmo feminino se transformou em uma meta obrigatória (e múltipla!), ao invés de consequência natural da troca prazerosa entre duas pessoas. Vamos entender melhor sobre a duração, as sensações corporais e a fisiologia desse evento tão buscado?</p>



<p>O orgasmo feminino é uma experiência física e psicológica que dura entre 3 e 10 segundos, mas proporciona uma grande satisfação tanto para o corpo quanto para a mente. Ele é decorrência de um estado crescente de excitação sexual: chega-se a uma tensão tão intensa que o organismo detona um reflexo de alívio. Do ponto de vista biológico, um pouco antes do <a href="https://carolinaambrogini.com.br/origem-do-orgasmo-feminino/">orgasmo</a>, a tensão muscular e o fluxo sanguíneo nos genitais atingem o seu auge. Então surgem os espasmos, as contrações musculares involuntárias.</p>



<p>Não à toa as descrições sobre a sensação orgástica incluem a ideia de atingir um pico de tensão, seguido de uma liberação de energia prazerosa, contrações da região genital e um relaxamento do corpo inteiro. No cérebro, o orgasmo libera substâncias como prolactina, ocitocina, vasopressina e o peptídeo intestinal vasoativo. Enquanto ele está acontecendo, há uma diminuição na atividade de várias áreas cerebrais (principalmente no córtex), assim como das percepções auditiva e visual para que você sinta o prazer de forma plena.</p>



<p>Mas não podemos generalizar demais: cada pessoa experimenta o orgasmo de forma muito subjetiva. Há quem vá às lágrimas, se conecte com a espiritualidade, tenha vontade de gritar ou rir… Além disso, a mesma pessoa pode ter orgasmos de diferentes intensidades e durações dependendo da circunstância. Estudos apontam que uma mulher cis costuma levar entre 10 e 20 minutos para alcançar o clímax durante o sexo. Esse tempo pode ser bem menor se ela estiver suficientemente excitada ou focada apenas na masturbação: até 4 minutos.</p>



<p>Pioneiros no estudo da sexualidade humana, os pesquisadores William Masters e Virginia Johnson indicaram o clitóris como “o principal interruptor” do orgasmo nas pessoas com vulva. A vagina teria um papel menor na facilitação do clímax – ou seja, não há nada de errado em não chegar lá por meio da penetração vaginal! O assunto ainda é controverso na comunidade científica, portanto fica a dica: explore essas duas fontes de estimulação e descubra o que funciona melhor para você. E não se compare nem se pressione em relação a algo que deve ser sinônimo de bem-estar!</p>



<p>O significado sociocultural do orgasmo feminino mudou bastante ao longo dos séculos. A sexualidade da mulher cis era restrita à função reprodutiva – ela não deveria ter desejos sexuais, muito menos prazer orgástico. Aquelas que exibiam comportamento mais livre eram consideradas ninfomaníacas ou portadoras de perversões. A partir do século XX, houve uma reformulação de seu papel em sociedade, seja com a entrada no mercado de trabalho formal ou com o surgimento da pílula anticoncepcional.</p>



<p>O medicamento abriu a possibilidade de sexo recreativo e sem a preocupação de uma gravidez indesejada. Hoje ter orgasmos não é só algo desejável como também considerado essencial para uma vida sexual de qualidade. Pessoas com vulva que não chegam ao clímax na relação sexual ou na masturbação é que têm vergonha e medo de serem tidas como “anormais”. Se elas soubessem como, infelizmente, partilham do mesmo segredo de milhões… E a chave para o prazer está nas próprias mãos.</p>



<p></p>



<p><em><br>*Se você estiver passando por dificuldades em sua vida sexual, procure profissionais com qualificação e especialização na área </em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto Afrodite: tratamento para disfunções sexuais femininas</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/projeto-afrodite-tratamento-para-disfuncoes-sexuais-femininas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 22:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença de uma disfunção sexual – como dor na penetração, vaginismo, dificuldade de orgasmo e falta de desejo sexual – atrapalha a vida das pessoas de forma marcante. Gera muito sofrimento, abala profundamente o amor por si e a relação com a parceria. É conviver com uma espécie de lacuna: algo que não é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A presença de uma disfunção sexual – como dor na penetração, vaginismo, dificuldade de orgasmo e falta de desejo sexual – atrapalha a vida das pessoas de forma marcante. Gera muito sofrimento, abala profundamente o amor por si e a relação com a parceria. É conviver com uma espécie de lacuna: algo que não é palpável, mas tira o brilho dos olhos e a sensação de a plenitude. Afirmo com a convicção de quem idealizou um ambulatório de sexualidade feminina no Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), <a href="https://carolinaambrogini.com.br/projeto-afrodite-comemora-10-anos/">o Projeto Afrodite</a>.</p>



<p>Ao longo desses 16 anos, nossa equipe multidisciplinar já atendeu gratuitamente cerca de mil mulheres com todo tipo de queixa sexual. São histórias de vida impressionantes, muitas das quais caracterizadas por violência, abuso, abandono. Testemunhamos pacientes com olhos tristes e sem esperança enquanto relatavam suas questões mais íntimas, ajudamos a secar rios de lágrimas e oferecemos novas possibilidades.</p>



<p>Sempre acreditei na importância do acolhimento e tratamento das disfunções sexuais com uma visão ampla – e humanizada, óbvio. Como o ambulatório está dentro de uma universidade, também visamos a pesquisa em sexualidade e o ensino de novas gerações médicas. Existem milhares de profissionais da medicina sem conhecimento adequado que atrasam e atrapalham (muitas vezes de formas bizarras) o tratamento das disfunções sexuais.</p>



<p>No Projeto Afrodite, todos os<a href="https://brasilescola.uol.com.br/sexualidade/orientacao-sexual.htm#:~:text=A%20sexualidade%20humana%20envolve%20quatro,se%20sente%20por%20outros%20indiv%C3%ADduos."> aspectos da sexualidade</a> (social, biológico e emocional) são considerados de forma integrada por uma equipe preparada e apaixonada pelo que faz. Quando uma mulher chega para o primeiro atendimento, ela assiste a uma palestra informativa. Essa abordagem educativa é fundamental para derrubar tabus e mitos a respeito da sexualidade. Explicamos sobre a construção da sexualidade desde a infância, a anatomia dos genitais, o funcionamento do corpo diante de um estímulo sexual, as principais disfunções sexuais etc.</p>



<p>Depois a paciente é direcionada para consultas com profissionais da ginecologia, fisioterapia e psicologia. Então a equipe multidisciplinar se reúne para discutir cada caso e definir o melhor tratamento para aquela queixa sexual – por meio de remédios, exercícios de fisioterapia pélvica e dos grupos terapêuticos. Neles as mulheres com questões semelhantes se reconhecem e, sob a orientação de uma terapeuta, agem em conjunto para uma cura coletiva. Acreditamos muito no poder transformador do grupo: é muito lindo ver a força feminina surgindo e circulando entre elas com tamanha potência.</p>



<p>Em alguns atendimentos, também pedimos que a parceria amorosa da paciente venha às consultas para melhorar o diálogo e o entendimento da disfunção sexual (não raro o problema é das duas pessoas; encaminhamos parceiros homens com queixa sexual para o ambulatório de andrologia da UNIFESP). Enfim, a equipe do Projeto Afrodite trabalha unida para acolher a mulher sem julgamentos, ajudá-la a superar vergonhas e medos, mergulhar fundo no feminino em busca da sua força ancestral.</p>



<p>A energia da sexualidade, que está atrelada a essa força, é capaz de colocar sentido em vidas que só conhecem o desprazer. Estamos lá, segurando as mãos umas das outras, incentivando a mulher nesta incrível descoberta. Ainda que o processo necessite de coragem para remexer assuntos antigos, reviver traumas, sair da zona de conforto de relacionamentos insípidos… Nós provamos a centenas de mulheres que elas conseguiriam – e acreditamos que você também consegue.</p>



<p>Como agendar uma consulta no Projeto Afrodite? Como pertence ao Sistema Único de Saúde (SUS), os atendimentos do ambulatório são inteiramente gratuitos. Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do estado de São Paulo e solicite o encaminhamento para o Projeto Afrodite via sistema CROSS. As demais vagas disponíveis geralmente são direcionadas a algum protocolo de pesquisa acadêmica. Siga a página @afroditeunifesp no Instagram para mais informações.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Squirting: ejaculação feminina ou xixi durante o orgasmo?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/squirting-ejaculacao-feminina-ou-xixi-durante-o-orgasmo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 02:08:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://carolinaambrogini.com.br/?p=10583</guid>

					<description><![CDATA[<p>A sexualidade das pessoas com vagina é tão complexa quanto fascinante. A chamada ejaculação feminina* ou squirting (“esguichar”, em inglês) já foi amplamente explorada pela pornografia e está entre os fenômenos estudados há anos por cientistas. Afinal, que líquido abundante é esse emitido durante o orgasmo? Significa mais prazer? Por que não ocorre com todas [&#8230;]</p>
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<p>A sexualidade das pessoas com vagina é tão complexa quanto fascinante. A chamada ejaculação feminina* ou squirting (“esguichar”, em inglês) já foi amplamente explorada pela pornografia e está entre os fenômenos estudados há anos por cientistas. Afinal, que líquido abundante é esse emitido durante o orgasmo? Significa mais prazer? Por que não ocorre com todas as pessoas ou em todas as relações sexuais/masturbações?</p>



<p>Um dos maiores mitos ao redor da ejaculação feminina é o de que esse esguicho na hora do sexo seria simplesmente xixi. Algumas pessoas que ejaculam ficam constrangidas por desconhecimento sobre a própria fisiologia ou por receio de que a parceria pense que é urina. Embora o líquido costume molhar bem os lençóis, ele é mais claro e sem odor. Também não deve ser confundido com lubrificação vaginal “excessiva”, já que esta sai aos poucos durante o processo de excitação.</p>



<p>O squirting é a ejeção de um líquido em jato pela uretra de pessoas com vagina durante o orgasmo. Algumas relatam que a ejaculação acontece ocasionalmente, em orgasmos mais intensos e, mais raramente, em todas as relações sexuais ou masturbações. Faltam dados estatísticos exatos sobre qual a porcentagem de pessoas com vagina que conseguem ejacular. Sabemos que algumas têm mais tendência do que outras…</p>



<p>Isto acontece porque a ejaculação feminina é um líquido presente em pequenas glândulas, remanescentes do período embrionário e semelhantes à próstata masculina, que ficaram próximas à uretra. Algumas pessoas têm mais glândulas, outras têm menos e muitas não têm resquício glandular nenhum &#8211; portanto, nunca irão ejacular (ainda que façam cursos etc).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><a href="https://carolinaambrogini.com.br/wp-content/uploads/2024/08/estrutura-vagina.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="562" height="501" src="https://carolinaambrogini.com.br/wp-content/uploads/2024/08/estrutura-vagina.png" alt="" class="wp-image-10584" srcset="https://carolinaambrogini.com.br/wp-content/uploads/2024/08/estrutura-vagina.png 562w, https://carolinaambrogini.com.br/wp-content/uploads/2024/08/estrutura-vagina-480x428.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 562px, 100vw" /></a></figure>



<p>Esta comprovação só foi possível através da análise desse tipo de ejaculação. Nela foi encontrada uma enzima que se chama PSA, apenas presente no líquido prostático. Além disto, com a evolução dos exames de imagem, é possível identificar a presença destas pequenas glândulas na parede muscular da uretra de algumas pessoas com vagina que ejaculam.</p>



<p>Elas não têm capacidade de ter orgasmos “melhores”. O que acontece é que algumas só conseguem ejacular quando os orgasmos são mais intensos porque há maior contração da musculatura pélvica sobre a uretra, fazendo com que as glândulas sejam comprimidas e expulsem o líquido em jato. Daí a impressão de que a ejaculação foi o grande barato… mas, na verdade, ela só foi consequência de um orgasmo potente e muito gostoso.</p>



<p>Resumindo: ejacular não faz do sexo uma experiência melhor ou pior; algumas pessoas com vagina têm maior propensão ao squirting; não é algo para se envergonhar, muito menos para se gabar.</p>



<p></p>



<p><em>*Ejaculação feminina: termo erroneamente usado para descrever a ejaculação das pessoas com vagina.</em></p>



<p><em>**Se você estiver passando por dificuldades em sua vida sexual, procure profissionais com qualificação e especialização na área</em></p>
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		<title>Gel de testosterona aumenta o desejo sexual das mulheres?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/gel-de-testosterona-aumenta-o-desejo-sexual-das-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 01:58:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada vez mais mulheres cisgêneros chegam ao meu consultório e de colegas ginecologistas perguntando (ou já pedindo prescrição para uso) do famoso gel de testosterona. Elas querem aumentar a libido e a energia. Quem não quer um “up” na vida, não é mesmo? Brinco que deveríamos diluir logo esse gel na água de todas as [&#8230;]</p>
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<p>Cada vez mais mulheres cisgêneros chegam ao meu consultório e de colegas ginecologistas perguntando (ou já pedindo prescrição para uso) do famoso gel de testosterona. Elas querem aumentar a libido e a energia. Quem não quer um “up” na vida, não é mesmo? Brinco que deveríamos diluir logo esse gel na água de todas as pessoas para ficamos sempre turbinadas e fogosas. Na verdade, precisamos desmistificar um pouco o assunto. A testosterona não é milagrosa: não salva casamento falido, não torna sua parceria mais atraente, não faz sua chefia cobrar menos no trabalho, não vai transformar a sua vida… A menos que você faça um movimento para que isso aconteça, como uma mudança de hábitos e rotina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para que &#8211; e para quem &#8211; serve?</h2>



<p>O gel de testosterona é indicado para <a href="https://www.brasildedireitos.org.br/atualidades/cis-e-trans-qual-a-diferena-dos-termos">mulheres cisgênero</a> com indícios de diminuição dos androgênios &#8211; a grande família de hormônios da qual deriva a testosterona. Esses sintomas são baixa libido (não justificável por outras razões, como conflitos conjugais), baixa de energia com fadiga e desânimo. Sabe aquele cansaço crônico que não melhora depois de uma boa noite de sono?</p>



<p>Talvez agora você tenha concluído: “Puxa, então metade das mulheres cis do planeta tem indicação de usar o gel de testosterona!”. Afinal, levante a mão aí quem não está cansada… Mas esta é a questão fundamental sobre prescrever ou não tal medicação para a paciente. Será que ela está com as energias sugadas por causa de uma deficiência hormonal realmente ou a “culpa” é de um estilo de vida com jornada tripla de trabalho?</p>



<p>Embora seja possível dosar os níveis de testosterona por meio de exames laboratoriais, os resultados não são fidedignos e confiáveis – o mais recente consenso científico sobre o assunto descartou essa conduta. O diagnóstico é clínico, a partir de uma boa conversa entre profissional e paciente.</p>



<p>Geralmente o problema da paciente não é fisiológico (a falta do hormônio), mas a presença de uma rotina tão pesada que não dá tempo de praticar o autocuidado, ter bons hábitos e ânimo para namorar &#8211; os casais estão exaustos e preferem dormir. Não cabe aqui prescrever o gel de testosterona. <a href="https://carolinaambrogini.com.br/quer-sua-libido-de-volta/">Recomendo que ambas as pessoas reavaliem seus cotidianos e promovam mudanças práticas</a>.</p>



<p>Sabemos que as mulheres cisgênero têm uma queda lenta e gradual dos níveis deste hormônio por volta dos 40 anos, mas apenas uma pequena parcela realmente precisará de reposição. Neste caso, o gel de testosterona traz benefícios e pode ser aplicado na pele uma vez ao dia – em qualquer parte do corpo, com exceção das mamas. Os resultados costumam ser notados depois de duas semanas de uso.</p>



<p>A medicação é uma fórmula manipulada com doses baixas para evitar efeitos colaterais masculinizantes. Mesmo assim, pessoas com pele oleosa, acne e queda de cabelo podem perceber piora desses sintomas com o uso do gel de testosterona.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É seguro?</h2>



<p>Essa medicação hormonal ainda não é liberada por agências reguladoras como a Anvisa e o FDA americano. A prescrição é feita “off label” (sem bula) e, no Brasil, apenas em fórmulas manipuladas. Já foram publicadas pesquisas internacionais renomadas sobre o uso da testosterona em mulheres cisgêneros. Evidências apontam que o gel de testosterona não aumenta o risco de cânceres (como o de mama), não gera trombose ou outros efeitos cardiovasculares. Porém, a medicação é contraindicada para pessoas que já enfartaram ou com obesidade (esta doença crônica já eleva o risco cardiovascular, que poderia ser ainda maior com o uso do hormônio).</p>



<p>Há um consenso científico com diretrizes que oferecem segurança para pacientes na menopausa, desde que o hormônio seja prescrito em doses baixas e por um período de até dois anos. Já a Federação Brasileira de Ginecologia autoriza o uso em mulheres cis acima dos 40 anos. Mulheres mais jovens só podem usar o gel de testosterona em situações específicas – por exemplo, em caso de retirada dos ovários ou problemas nas glândulas supra-renais.</p>



<p>Mas e aquelas pacientes que usam pílula anticoncepcional, responsável pela diminuição dos níveis de testosterona no organismo? Se for identificado que o problema da libido está relacionado ao uso dela, a recomendação deve ser pela troca do método contraceptivo. Isso porque, ao interromper a pílula, a mulher já volta a produzir o hormônio e não há necessidade de repor com gel.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Não existe milagre para libido feminina</h2>



<p>Sinto decepcionar aquelas pessoas que creem no gel de testosterona como a solução para todos os problemas de libido. Mesmo nos casos em que a medicação hormonal é indicada, percebo que ela só ajuda quando os casais saem das relações automáticas e sem graça, passam a se olhar mais e adquirem hábitos de erotização.</p>



<p>Aliás, aí a reposição da testosterona até deixa de ser necessária, pois o cérebro reaprende a buscar pelo desejo. Faça um teste: leia um conto erótico por dia e veja se a libido não aumenta &#8211; existem vários gratuitos na internet… Para ter mais disposição, adote uma alimentação mais saudável (com menos industrializados), pratique atividades físicas (valem até caminhadas pelo bairro ou trocar o elevador pelas escadas) e medite (você só precisa de um cantinho para fechar os olhos!). Desconfio que o gel ficará guardado em alguma gaveta.</p>
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		<title>Os benefícios do laser íntimo para a vida sexual</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/os-beneficios-do-laser-intimo-para-a-vida-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 01:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O laser íntimo e outras terapias de calor (radiofrequência ou ultrassom microfocado) vem revolucionando os cuidados com a região genital de pessoas com vagina. Assim como o resto do nosso corpo, vulva e vagina envelhecem. Elas estão sujeitas a mudanças que impactam suas funções – por exemplo, reter a urina ou lubrificar para que o [&#8230;]</p>
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<p>O laser íntimo e outras terapias de calor (radiofrequência ou ultrassom microfocado) vem revolucionando os cuidados com a região genital de pessoas com vagina. Assim como o resto do nosso corpo, vulva e vagina envelhecem. Elas estão sujeitas a mudanças que impactam suas funções – por exemplo, reter a urina ou lubrificar para que o sexo seja prazeroso. O grande benefício desse tipo de tratamento tecnológico não é estético, mas o restabelecimento funcional da vagina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para que serve?</h2>



<p>O órgão é muito afetado pela falta de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrog%C3%AAnio#:~:text=O%20estrog%C3%AAnio%20ou%20estrog%C3%A9nio%2C%20%C3%A9,)%20e%20estriol%20(E3).">estrogênio</a> causada pela menopausa ou por longos períodos de amamentação. O déficit deste hormônio provoca um afinamento da mucosa genital e, consequentemente, interfere na sua vascularização (fluxo sanguíneo). Isto reduz ou lentifica o processo de excitação durante a relação sexual. Muitas vezes resulta em secura vaginal, <a href="https://carolinaambrogini.com.br/dores-durante-a-relacao-sexual/">dor na penetração</a> e fissuras.</p>



<p>Com o processo de envelhecimento, há também a perda de colágeno em toda a região pélvica (músculos, mucosa, lábios vaginais), gerando flacidez e menor elasticidade vaginal, além de maior propensão à incontinência urinária de esforço se existem outros fatores associados &#8211; como obesidade ou múltiplos partos vaginais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br>Como funciona?</h2>



<p>O laser íntimo e outras terapias de calor emitem um feixe de luz que provoca um dano térmico na mucosa e na pele. Numa tentativa de se recuperar desse dano, o corpo produz mais colágeno e aumenta a vascularização local. Como consequência, a região fica mais irrigada de sangue, facilitando o processo de lubrificação e excitação, além da elasticidade vaginal.</p>



<p>A vulva também pode se beneficiar do laser íntimo com a redução da flacidez dos lábios vaginais (que naturalmente “caem” com o tempo) ou coloração de determinadas zonas (afetadas, por exemplo, por atividades intensas como ciclismo). Não dá para negar que sentir-se confortável com o próprio genital é aspecto importante para uma vida sexual satisfatória.</p>



<p>Cada terapia de calor atua por um mecanismo e, para cada objetivo, há um protocolo diferente. O laser íntimo é aplicado no consultório médico, por meio de um instrumento semelhante ao que realiza exame de ultrassom transvaginal. Antes de introduzi-lo, aplica-se um gel anestésico para evitar possíveis desconfortos com os feixes de luz quente. A dor é bem tolerada e a sessão dura, em média, 20 minutos.</p>



<p>A recuperação costuma ser tranquila, tendo apenas um leve incômodo local, mas que não impossibilita a pessoa de realizar suas atividades cotidianas. A única restrição é atividade sexual por cinco a sete dias (a depender do método). No geral, são aplicadas de duas a três sessões por ano, com distância mínima de um mês entre elas.</p>



<p>O efeito desse tipo de aplicação dura cerca de um ano, sendo necessária manutenção após esse período. O maior inconveniente é o valor, já que estas terapias não costumam ser baratas. Cada sessão de laser microablasivo custa em torno de R$1400-1800, sem reembolso pelos planos de saúde.</p>



<p>Para quem recebeu recomendação médica e tem condições de arcar com os custos… vale o investimento! Inovadoras, terapias de calor como o laser íntimo surgiram como grandes aliadas da saúde &#8211; seja para tratar incontinência urinária leve, quanto melhorar a autoestima genital e manter a vida sexual mais prazerosa por mais tempo.</p>
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		<title>Cistite de lua de mel: dor para fazer xixi depois do sexo?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/cistite-de-lua-de-mel-dor-para-fazer-xixi-depois-do-sexo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 01:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infecção urinária pós-sexo, também conhecida como “cistite de lua de mel” ou “síndrome do namorado novo”, é algo bem frequente em pessoas com vagina. Até a cantora Anitta revelou publicamente sofrer com a inflamação que atinge a uretra (canal por onde sai o xixi) e a bexiga. Os principais sintomas são ardor forte para [&#8230;]</p>
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<p>A infecção urinária pós-sexo, também conhecida como “cistite de lua de mel” ou “síndrome do namorado novo”, é algo bem frequente em pessoas com vagina. Até a cantora Anitta revelou publicamente sofrer com a inflamação que atinge a uretra (canal por onde sai o xixi) e a bexiga. Os principais sintomas são ardor forte para urinar, sensação de peso em baixo ventre, sangue na urina e vontade de urinar várias vezes seguidas.</p>



<p>Ao contrário do que se imagina, estas infecções urinárias geralmente não são Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Elas acontecem por uma razão anatômica: pessoas com vagina tem uma uretra pequena, posicionada próxima à entrada da vagina e do ânus, o que facilita a migração de bactérias do intestino da PRÓPRIA PESSOA durante o sexo – pela penetração de pênis, dedos ou objetos (como dildos e vibradores).</p>



<p><a href="https://carolinaambrogini.com.br/mau-cheiro-na-vagina-descubra-as-causas-e-o-que-fazer/"><em>Leia mais: Mau cheiro na vagina? Descubra as causas e o que fazer</em></a></p>



<p>Mas por que algumas pessoas com vagina têm maior predisposição para cistite de lua de mel? Uma das explicações é a variação anatômica, ou seja, a uretra delas seria mais próxima do canal vaginal. Outros fatores, como características da flora vaginal e do sistema imunológico, ainda estão sendo investigados pela medicina.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>Como evitar a infecção urinária pós-sexo?</h3>



<p>A camisinha não protege contra esse tipo de infecção, assim como não adianta lavar muito a vulva com o objetivo de prevenir a cistite de lua de mel.</p>



<p>As recomendações essenciais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Urinar depois das relações sexuais;</li>



<li>Beber ao menos 2 litros de água por dia;</li>



<li>Não introduzir pênis, dedos ou objetos do ânus para a vagina;</li>



<li>Caso haja penetração anal, trocar o preservativo antes da penetração vaginal.</li>
</ul>



<p><br>Algumas pessoas relatam melhora com o uso de lubrificantes no sexo – e, de fato, ele não aumenta o risco de infecção urinária. Outras se beneficiam do uso diário de componentes derivados do cranberry (existem pesquisas em andamento). Pacientes com esse tipo de infecção urinária recorrente podem receber RECOMENDAÇÃO MÉDICA para ingerir 1 comprimido de antibiótico logo após a relação sexual.</p>



<p><em><a href="https://carolinaambrogini.com.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-a-pilula-do-dia-seguinte/">Leia mais: 10 coisas que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte</a></em></p>



<p>Se você convive com esse problema incômodo, evite a automedicação e procure assistência médica. É importante realizar exames de urina, principalmente a urocultura, para que a bactéria seja identificada e tratada com o antibiótico correto. Já existe vacina no sistema particular contra bactérias como a Escherichia coli. Informe-se e busque ajuda. A sua saúde sexual agradece!</p>



<p></p>



<p><em>Foto: Pexels / Poliana Zimmerman</em></p>



<p>*Se você estiver passando por dificuldades em sua vida sexual, procure profissionais com qualificação e especialização na área.</p>
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		<item>
		<title>Pílula do Dia Seguinte: 10 coisas que você precisa saber sobre</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-a-pilula-do-dia-seguinte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 01:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dúvidas sobre o uso da pílula do dia seguinte não costumam surgir durante uma consulta médica de rotina, mas em mensagens desesperadas de pacientes que não estão planejando uma gravidez: “Transamos sem camisinha, estou no período fértil… E agora?” ou “Esqueci de tomar o anticoncepcional algumas vezes no mês e ele gozou dentro. O que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dúvidas sobre o uso da pílula do dia seguinte não costumam surgir durante uma consulta médica de rotina, mas em mensagens desesperadas de pacientes que não estão planejando uma gravidez: “Transamos sem camisinha, estou no período fértil… E agora?” ou “Esqueci de tomar o anticoncepcional algumas vezes no mês e ele gozou dentro. O que eu faço?”. Então, a seguir, vamos tirar as principais dúvidas sobre este método contraceptivo de emergência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">⦁ Quando tomar a pílula do dia seguinte?</h3>



<p>Como o próprio nome diz, em uma emergência, para evitar uma gravidez indesejada. Por exemplo, a camisinha estourou ou você esqueceu de tomar 1 comprimido da pílula anticoncepcional ao longo do mês ou, ainda, em casos de violência sexual. Ela é um recurso contraceptivo importante, porém não deve ser usada de forma regular por sua alta taxa hormonal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">⦁ Como usar?</h3>



<p>Existem dois tipos: um vem em dose única, enquanto o outro é composto por dois comprimidos (um deve ser ingerido logo após a relação sexual e o segundo, após 12 horas). Em ambos os casos, a pílula do dia seguinte deve ser tomada &#8211; no máximo &#8211; até 72 horas após o sexo desprotegido. Quanto mais demorar, menor a eficácia contra uma gravidez indesejada. E, embora seja possível comprar a medicação nas farmácias sem prescrição médica, é indispensável procurar orientação profissional para se certificar de que ela é indicada para o seu caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ A pílula do dia seguinte funciona como um abortivo?</h3>



<p>Não. Ela age antes que a gravidez ocorra. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Agora, se a fecundação já tiver ocorrido, irá provocar uma descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, ou seja, já tenha iniciado a gravidez, a pílula do dia seguinte não tem efeito algum.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ Quais os efeitos colaterais?</h3>



<p>O mais frequente deles é a alteração no ciclo menstrual e do tempo de ovulação. Em outras palavras, calcular o período fértil e a data da próxima menstruação será impossível. Além disso, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos são sintomas comuns. Aliás, em caso de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão da pílula, a dose deve ser repetida. Se você tem um organismo sensível a medicamentos e está com orientação médica, peça a indicação de um remédio contra enjoos para tomar ao mesmo tempo que a pílula do dia seguinte.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ Existe contraindicação?</h3>



<p>A pílula do dia seguinte tem poucas contraindicações. Mesmo que a pessoa tenha uma doença grave, o cenário de uma gravidez indesejada é sempre pior. Como esta medicação não tem estrogênio em sua composição, ela não aumenta o risco de trombose. Pessoas obesas ou com cirurgia bariátrica podem ter menor absorção do contraceptivo, reduzindo sua eficácia. E quem tem insuficiência hepática ou renal deve buscar orientação médica antes de usar a pílula do dia seguinte.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ Se tomar a pílula do dia seguinte repetidas vezes, ela perde o efeito?</h3>



<p>Não, mas o risco de gravidez aumenta. Quando a pílula do dia seguinte é ingerida até 24 horas depois do sexo desprotegido, sua eficácia gira em torno de 85%. Ou seja, há cerca de 15% de chances de engravidar. Para se ter ideia, em média, esse risco é de 0,1% na pílula anticoncepcional – desde que usada corretamente ao longo de todo o mês.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ É possível engravidar mesmo tomando a pílula do dia seguinte?</h3>



<p>Sim. Como todo método contraceptivo, há risco de falha. Depende muito da fase do ciclo menstrual em que a pílula do dia seguinte foi tomada &#8211; se a pessoa já ovulou, ela tem maior chance de falhar. De qualquer forma, quanto mais rápido ingerir (após o sexo desprotegido), menor o risco de gravidez indesejada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ Ela é um método contraceptivo? Posso trocar a <a href="https://carolinaambrogini.com.br/3-dicas-na-hora-de-usar-a-camisinha/">camisinha</a> pela pílula do dia seguinte?</h3>



<p>Não. Ela deve ser usada em casos excepcionais e não como um anticoncepcional de rotina, como muitas pessoas estão fazendo. A dose alta de hormônio do medicamento, cerca de 20% a mais do que o existente em uma drágea de anticoncepcional, aumenta o risco de efeitos colaterais. Além de ser menos eficaz do que uma pílula tradicional. O contraceptivo de emergência também não protege das infecções sexualmente transmissíveis. Contra elas, só mesmo a boa e conhecida camisinha.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ O uso da contracepção de emergência pode afetar o aparelho reprodutor?</h3>



<p>Pode, pois há um risco (pequeno) de gravidez nas tubas. Se acontecer, a pessoa pode ser submetida a uma cirurgia para retirada da tuba e isto afetar a sua fertilidade futura. Esta é uma das razões pelas quais este tipo de pílula não deve ser usada rotineiramente.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><br>⦁ Ao utilizá-la, estarei protegida até a chegada da menstruação?</h3>



<p>Não. Você terá se protegido somente da relação sexual que aconteceu antes de ter tomado a pílula do dia seguinte. Busque orientação médica para decidir qual método contraceptivo se encaixa melhor na sua vida e nos seus planos.</p>
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