<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Maternidade - Dra. Carolina Ambrogini</title>
	<atom:link href="https://carolinaambrogini.com.br/maternidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Apr 2021 21:23:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Relacionamentos após a chegada dos filhos</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/relacionamentos-apos-a-chegada-dos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Apr 2021 21:23:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=10154</guid>

					<description><![CDATA[<p>A sensação que sentimos ao ver a imagem da família do comercial de margarina é a de harmonia, talvez por isto nos venha à mente a ideia de perfeição. A palavra é linda, mas manter a harmonia em uma família não é algo tão simples, muito menos quando envolve a criação de filhos. O delicado [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/relacionamentos-apos-a-chegada-dos-filhos/">Relacionamentos após a chegada dos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sensação que sentimos ao ver a imagem da família do comercial de margarina é a de harmonia, talvez por isto nos venha à mente a ideia de perfeição. A palavra é linda, mas manter a harmonia em uma família não é algo tão simples, muito menos quando envolve a criação de filhos.</p>
<p>O delicado equilíbrio de um casal é invariavelmente desestabilizado quando um novo integrante nasce, mesmo tendo sido este muito esperado. Todo um rearranjo de funções e códigos precisa ser feito para que surja de novo o equilíbrio.</p>
<p>Os papéis de pai e mãe vem impregnados de nossas próprias referências familiares e culturais nos transformando em pessoas diferentes daquelas que éramos. Por algum tempo, marido e mulher irão orbitar ao redor da criança, maravilhados com aquela intensa forma de amar e lentamente voltam a se olhar, a se reconhecer (ou não) como novos pares.</p>
<p>Não vou querer jogar um balde de água fria na família-margarina idealizada por nós desde sempre, acho que os filhos trazem um laço fortíssimo para o casal, mas seria muito romântica se negasse os conflitos que podem surgir com a chegada deles. É para se assustar? Não, querida leitora, é para ser realista e encarar esta nova fase com calma e naturalidade até que uma nova ordem se estabeleça. Todo casal tem seus pontos de desavenças e educar filhos exige muito jogo de cintura dos dois lados.</p>
<p>Saber que aquela harmonia é conquistada árdua e diariamente com muito diálogo, concessões e tolerância é sabedoria. Vá ao que é essencial para você, gaste sua energia em discussões por coisas importantes e releve as toalhas molhadas em cima da cama. Dê um pouco de liberdade para seu homem, não implique com o futebol e se permita momentos de diversão também. Vocês estão casados e não fundidos um ao outro, cada um precisa ter o seu espaço.</p>
<p>Algumas decepções podem aparecer com a nova conformação familiar. Ele não é aquele paizão que você imaginava? Tente ver o pai que ele pode ser, sem idealizações. Não ajuda com as tarefas de casa? Converse, neste mundo &#8220;moderno&#8221; em que a mulher também trabalha, não há vez para homem preguiçoso ou machão, sinto muito. Vocês só brigam? Faça primeiro uma reflexão sobre os seus pontos fracos e tente conversar ao invés de brigar. Escolha um momento de paz para esta conversa, assuma diante dele suas possíveis falhas e mostre-se aberta para acharem uma solução em conjunto.</p>
<p>Antes de desistir da relação, tente a terapia de casal. Com a ajuda de um terapeuta, a conversa é intermediada com mais neutralidade e várias técnicas podem ser utilizadas para que o casal se reencontre em meio às diferenças.<br />
O convívio diário não é tarefa fácil mesmo para um casal que se ama, mas o final feliz é possível sim, igualzinho aquele do comercial, talvez com uma maquiagem para esconder as olheiras&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/relacionamentos-apos-a-chegada-dos-filhos/">Relacionamentos após a chegada dos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A mulher e o machismo</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/a-mulher-e-o-machismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 21:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=10148</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com a pandemia e o isolamento social, há quem diga ter ficado mais difícil para nós mulheres nos manifestarmos e clamarmos por maiores liberdades e direitos legais. Pode ser verdade. Por outro lado, redes sociais como o Twitter, Instagram e o TikTok têm servido para o fortalecimento do feminismo, graças à facilidade em compartilhar vídeos, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/a-mulher-e-o-machismo/">A mulher e o machismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a pandemia e o isolamento social, há quem diga ter ficado mais difícil para nós mulheres nos manifestarmos e clamarmos por maiores liberdades e direitos legais. Pode ser verdade. Por outro lado, redes sociais como o Twitter, Instagram e o TikTok têm servido para o fortalecimento do feminismo, graças à facilidade em compartilhar vídeos, imagens, textos… ideias.</p>
<p>Casos de assédio no trabalho, salários menores comparado a homens nos mesmos cargos, julgamento com base nas vestimentas e até a rotulação de nosso único dever ser o de mãe e esposa, algo que não necessariamente é um problema, mas se torna um quando uma outra mulher decide não seguir esse padrão, pois a chegada do anticoncepcional, a gradativa inserção da mulher no mercado de trabalho, entre outros aspectos da modernidade, nos deram direito da possibilidade da escolha da maternidade, trazendo uma certa liberdade sexual, quebrando expectativas que não deveríamos carregar só pelo simples fato de ser mulher. Estes são alguns dos exemplos mais gritantes e pelos quais ainda precisamos exigir respeito.</p>
<p>Mas antes de convidá-las para uma próxima manifestação, gostaria que vocês pensassem no machismo que tanto abominamos, de uma forma mais profunda. Foram séculos de uma dominação patriarcal, onde as mulheres eram consideradas seres inferiores e sem capacidade intelectual. O papel feminino era o de esposa e mãe e ponto. Foi com a revolução industrial e depois com as duas grandes guerras mundiais que a mulher foi mostrando, aos poucos, que era sim capaz e que podia trabalhar e produzir tanto quanto um homem. Fomos ganhando poder econômico e a autonomia financeira nos deu coragem para mostrarmos nossa cara nos diversos seguimentos da sociedade, expondo nossas múltiplas capacidades. Com a chegada da pílula anticoncepcional, ganhamos também o direito de escolher o momento da maternidade, trazendo uma certa liberdade sexual.</p>
<p>As mudanças foram muitas e num curto espaço de tempo, analisando todo o cabresto a que fomos submetidas por mais de dois mil anos. E por isto hoje somos independentes, mas carregamos nas costas todo o peso do machismo e, o pior, ainda perpetuamos ele. Pense bem, no seu cotidiano, na criação dos seus filhos, se você não encontra estes traços de desigualdade. Na sua casa, quem é a responsável pelo KIT limpeza-alimentação-roupas? Quando seu marido a ajuda com filhos e tarefas domésticas é prestando um &#8220;favor&#8221; a você ou é por igual divisão de tarefas? Você acha que estas coisas do lar são mesmo funções femininas, bem como a rotina das crianças? Felizmente, já vemos muitas famílias em que a figura do pai já está bem integrada na educação das crianças. Em algumas, raras, ele é quem não trabalha para se dedicar a elas.</p>
<p>No trabalho, você mulher, já deve ter sofrido algum revés ou deixado de ganhar uma promoção em prol de um colega homem, mas como chefe, deixou de promover alguma funcionária porque ela tinha planos de engravidar? Seja sincera&#8230;E com a sua filha, a ensina que meninas devem ser recatadas e que devem se comportar como princesas? Preste atenção, pois há uma propaganda maciça em torno desta imagem feminina e delicada das princesas que vai muito além da identificação da menina com o gênero feminino. Ela vai crescer e vai ter que batalhar muito pelo seu espaço e príncipe nenhum vai vir resolver a situação.</p>
<p>Se queremos mudanças reais na nossa sociedade para que ela se torne mais igualitária, elas devem vir primeiro nos nossos próprios conceitos e na educação das crianças. Só assim, daqui há algum tempo, os homens vão poder chorar à vontade sem isto ser considerado um sinal de ser menos-homem. E nós mulheres, vamos poder relaxar, e sair desta roda-viva em que temos que dar conta de tudo e ainda provar que somos boas. Quero um mundo assim para minha filha!</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/a-mulher-e-o-machismo/">A mulher e o machismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quer sua libido de volta?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/quer-sua-libido-de-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 19:01:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Crescer]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=10065</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para a maioria dos casais, ter um bebê transforma completamente a vida. Tudo começa pelo número de vezes que você desperta – ele é muito maior do que os momentos em que você, de fato, dorme. Sentar-se à mesa para comer uma refeição quente parece um sonho. E basta um piscar de olhos para que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/quer-sua-libido-de-volta/">Quer sua libido de volta?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a maioria dos casais, ter um bebê transforma completamente a vida. Tudo começa pelo número de vezes que você desperta – ele é muito maior do que os momentos em que você, de fato, dorme. Sentar-se à mesa para comer uma refeição quente parece um sonho. E basta um piscar de olhos para que você e seu parceiro se peguem falando sobre a consistência do cocô ou quem será o próximo a trocar a fralda do bebê. Para as mulheres, as mudanças são ainda mais importantes e vão além da exaustão. “A <a href="https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Dr-Domingos-Mantelli/noticia/2019/04/puerperio-o-que-pode-e-o-que-nao-pode-fazer.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">flutuação hormonal no puerpério</a> pode trazer uma leve tristeza. Ela precisa lidar com um corpo muito diferente daquele que tinha antes da gravidez, e há ainda a <a href="https://revistacrescer.globo.com/Bebes/Amamentacao/noticia/2019/06/carlos-gonzalez-amamentacao-nao-deve-ter-regras.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pressão pela amamentação</a>. Além da responsabilidade de produzir o leite para alimentar o bebê, amamentar produz um hormônio chamado prolactina, que inibe a ovulação e, consequentemente, o desejo”, explica a ginecologista, obstetra e sexóloga <a href="https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Carolina-Ambrogini/noticia/plantao.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Carolina Ambrogini</a>, coordenadora do Projeto Afrodite, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e colunista da CRESCER, mãe de Marina, 11, e Victor, 10.</p>
<p>Por isso, é natural que fazer sexo não esteja na lista de prioridades do seu dia. Mais do que isso. Talvez ter relações com o parceiro demore muito mais do que os 40 dias recomendados pelo obstetra após o parto para a maioria das mulheres. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, mostrou que, assim como cada gestação e parto são únicos, a recomendação para <a href="https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Pos-parto/noticia/2019/02/sexo-pos-parto-esqueca-quarentena-cada-mulher-tem-seu-tempo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a retomada do sexo também deveria ser</a>. “Há mulheres que se sentem prontas antes da ‘quarentena’ devido ao desejo pessoal e do parceiro, enquanto outras expressam dificuldades em retomar o sexo, incluindo queixas como dor e exaustão por causa dos cuidados com o bebê”, revela a cientista Andrea DeMaria, professora assistente da Faculdade de Saúde e Ciências Humanas.</p>
<div id="pub-in-text" data-google-query-id="CLHk2LDAreMCFYxjwQod-yMN9Q">
<div id="google_ads_iframe_/85042905/edcrescer/Familia/Sexo-e-Relacionamento_6__container__"><iframe id="google_ads_iframe_/85042905/edcrescer/Familia/Sexo-e-Relacionamento_6" title="3rd party ad content" name="google_ads_iframe_/85042905/edcrescer/Familia/Sexo-e-Relacionamento_6" width="2" height="2" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" data-google-container-id="7" data-load-complete="true" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
</div>
<p>Foi assim com a líder de desenvolvimento de carreira Raquel Azevedo de Oliveira, 39 anos, mãe de Lorenzo, 3 anos. “A primeira transa aconteceu cerca de dois meses após o nascimento do meu filho. Eu estava com mais medo do que excitada. Era como se eu estivesse perdendo a virgindade novamente. Além disso, tinha uma carga física, de exaustão mesmo. Mas eu e meu marido estávamos com saudade um do outro e queríamos aquela aventura de adolescente: Olha, Lorenzo dormiu! Vamos aproveitar! Lembro que foi bem incômodo e pedi para ele parar algumas vezes”, conta Raquel.</p>
<p><strong>Novas formas de prazer</strong></p>
<p>Para a psicanalista Mariana Stock, fundadora do Núcleo de Sexualidade Positiva e Bem-Estar Prazerela, mãe de Maria Luiza, 6 meses, a sexualidade se transforma radicalmente após a maternidade, mas ela continua ativa. “Por isso, precisamos mudar a forma como enxergamos o sexo. Sexo não é sinônimo de penetração. Eu costumo brincar que esse é um ato de compaixão das mulheres. Ela tem de estar muito feliz e excitada para fazer aquilo pelo parceiro. E para isso, é preciso entender que nós, mulheres, temos uma vulva antes de ter uma vagina. Parimos pela vagina e, por isso, não dá para ter muita sensibilidade ali. A vulva é o nosso verdadeiro playground e é capaz de nos dar muito prazer”, explica.</p>
<div class="saibamais componente_materia">
<p><strong>saiba mais</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://revistacrescer.globo.com/MaeTambemNamora/noticia/2019/06/maetambemnamora-como-fica-o-sexo-depois-da-maternidade.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">#MãeTambémNamora: como fica o sexo depois da maternidade?</a></li>
<li><a href="https://revistacrescer.globo.com/MaeTambemNamora/noticia/2019/06/maetambemnamora-parte-2-o-cansaco-e-100-vezes-maior-do-que-vontade.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">#MãeTambémNamora &#8211; Parte 2: O cansaço é 100 vezes maior do que a vontade</a></li>
<li><a href="https://revistacrescer.globo.com/MaeTambemNamora/noticia/2019/06/maetambemnamora-parte-3-gente-nao-transa-mas-ainda-o-amo-ta-tudo-bem.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">#MãeTambémNamora &#8211; Parte 3: &#8220;A gente não transa, mas ainda o amo. Tá tudo bem?&#8221;</a></li>
</ul>
</div>
<p>O processo de redescobrimento do seu corpo e do seu prazer deve começar por você dentro do seu tempo e da sua vontade. “Em vez de pensar em sexo, procure pensar na sexualidade. Aproveite o banho, mesmo que rápido, para se tocar, se masturbar, sentir prazer sem estar relacionado ao outro. É como criar consciência que o seu corpo está ativo”, alerta Mariana.</p>
<p>Foi justamente o caminho que a personal organizer Débora Falangiel, 38 anos, mãe de Eduardo, 5, e Valentina, 2, traçou. Casada há 8 anos, a relação começou a esfriar após o nascimento do segundo filho. “Sinceramente, após um dia de trabalho dentro e fora de casa, a última coisa que eu pensava ao me deitar na cama era em sexo. Com o meu marido, acontecia o mesmo. Resultado: nos perdemos e ficamos sem transar por mais de um ano.</p>
<p>Quando percebi, já nem sequer nos beijávamos ou ficávamos próximos. A falta de sexo virou apenas uma das questões. As conversas eram sempre em torno dos problemas, da falta de grana, da rotina cansativa. Nosso casamento entrou em crise e percebi que precisávamos de ajuda. Procurei um psicólogo e uma terapeuta de casal. Aos poucos, fui entendendo que, antes do casal, eu precisava compreender todos os papéis que eu exercia: de mãe, mulher, profissional, amiga, dona de casa. A partir daí, passei a descobrir o meu corpo, e comecei a ler contos eróticos e a assistir a filmes para programar minha mente para <a href="https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Carolina-Ambrogini/noticia/2018/12/sexo-3-coisas-que-podem-ajudar-aumentar-libido.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ter desejo</a>. Também evitava discutir sobre problemas a qualquer hora do dia. Com certeza, isso salvou o meu casamento”, conta Débora.</p>
<div class="foto componente_materia midia-largura-3509"><img decoding="async" title="cf307-meu-momento-sexo-pos-filhos-02 (Foto: (Foto: Getty Images/Westend61))" src="https://s2.glbimg.com/Zo5uuVaTkaris59XW1ZYCxNFRKU=/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2019/06/25/cf307-meu-momento-sexo-pos-filhos-02.jpg" alt="cf307-meu-momento-sexo-pos-filhos-02 (Foto: (Foto: Getty Images/Westend61))" /><label class="foto-legenda"> (Foto: Getty Images/Westend61)</label></div>
<p><strong>Eles também sofrem</strong></p>
<p>É fato que muitos homens experimentam a mesma dificuldade. O médico Lee Gettler, da Universidade Notre Dame, em Indiana, nos Estados Unidos, descobriu que a testosterona, hormônio masculino, diminui em até 34% nos homens quando têm seu primeiro filho, o que resulta em uma redução da atividade sexual. O menor nível de testosterona faria com que os homens se tornassem mais ligados à família. Pais de bebês recém-nascidos, com menos de 1 mês, apresentaram níveis especialmente baixos do hormônio. Quedas maiores também foram verificadas naqueles que passavam mais de três horas por dia brincando, alimentando, dando banho, vestindo ou lendo para seus filhos.</p>
<p><a href="https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Taynara-Prado/noticia/2017/02/carla-marins-o-machismo-atrapalha-muito-o-relacionamento-mais-ainda-quando-o-casal-tem-filhos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Respeitar esse processo é fundamental</a>. “A sociedade machista em que vivemos pressiona o homem a ter desejo a qualquer custo e a mulher a satisfazer o marido para não perder o casamento”, critica a psicóloga Ana Luiza Fanganiello, mestre em sexualidade pela Unifesp. O caminho é ter paciência, muito diálogo e buscar outras formas de desejo, de cumplicidade e de prazer.</p>
<p>Nem tudo, no entanto, está perdido. “Na maioria dos relacionamentos, ter filhos fortalece o casamento. Passa a existir uma cumplicidade ainda maior entre o casal, a admiração cresce ao descobrir que o seu companheiro também se sai bem no novo papel de pai e mãe. Existe um sentimento caloroso de proteção, afeto e ternura em torno da nova família que se forma, mas ele pode afastar o desejo, o erotismo e a sexualidade. O segredo é unir as forças da cumplicidade e da admiração com o tesão e levar tudo isso para a cama”, explica a sexóloga Samara Marchiori, coach de relacionamento.</p>
<p>O engenheiro de produção Ricardo Manfredo, 38 anos, e a empresária Sandra Xavier, 36, reencontraram o equilíbrio juntos. “Somos casados há 12 anos, e Sandra sempre foi mais ativa sexualmente. Ela me procurava com muita frequência durante a gravidez, quando passei a ter medo de machucar o bebê com a penetração. Ela me mostrou estudos e me mandou o embasamento da obstetra por e-mail, como um convite. Até que me senti confiante e seguimos transando até o fim do segundo trimestre. Com o nascimento da nossa filha, eu enxerguei naquela mulher uma heroína. Ela enfrentou mais de 15 horas em trabalho de parto ativo, sofreu bastante para amamentar e aprendeu a ser mãe de um jeito instintivo e perfeito. É lindo ver como ela consegue exercer esse novo papel de um modo tão natural. Meu tesão aumentou porque eu sinto muito orgulho da mulher que escolhi. Muitas vezes, pareço um idiota, fazendo exatamente as mesmas coisas que ela faz em menos tempo e com muita mais maestria, mas quero que ela também me admire e, por isso, não abro mão das minhas tarefas. <a href="https://revistacrescer.globo.com/Familia/Sexo-e-Relacionamento/noticia/2018/09/dia-do-sexo-como-apimentar-relacao-depois-dos-filhos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Nossa vida sexual melhorou</a>. Apesar das relações mais espaçadas, os orgasmos são mais intensos. Percebo que as esbarradas pela casa também ficaram mais interessantes, como uma indireta para mais tarde quando a nossa Liz, 2 anos, finalmente dormir.”</p>
<p><strong>Tudo pode melhorar</strong></p>
<p>Ricardo tem razão. Surpreendentemente, há muitas mudanças físicas após a gravidez que podem <a href="https://revistacrescer.globo.com/Familia/Sexo-e-Relacionamento/noticia/2018/09/dia-do-sexo-como-apimentar-relacao-depois-dos-filhos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tornar a vida sexual melhor do que antes</a>. “Experiências sensoriais após o parto podem ser mais intensas”, diz a terapeuta sexual Sallie Foley, coautora do livro Sex Matters for Women, A Complete Guide to Taking Care of Your Sexual Self (algo como “Sexo importa para mulheres: um guia completo para cuidar do seu próprio prazer”, em tradução livre), sem previsão de publicação aqui no Brasil. Certas mulheres apreciam a sensibilidade adicional dos seios maiores por conta da amamentação, enquanto outras alegam que, embora os orgasmos levem mais tempo para serem alcançados devido à fadiga, as sensações podem ser mais profundas fisicamente. Há ainda uma especulação que o aumento do fluxo sanguíneo durante a gravidez torne a área genital mais sensível à estimulação permanentemente.</p>
<p>Animou-se? Então, reflita por um instante. Qual foi a última vez que você teve relação sexual? Quando e como você e seu parceiro criaram um clima de romance e sedução para provocar o desejo um no outro? Redescobrir sua sexualidade após a maternidade oferece novas oportunidades para aprofundar sua compreensão de si mesma e explorar novos níveis de intimidade com seu companheiro. Que tal deixar essa postura passiva e buscar o seu deleite? Inclua o prazer na sua rotina como uma diversão, um momento de lazer, de descontração. Sem cobranças, sem culpa, mas sem desculpas.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;">Matéria publicada originalmente na Revista Crescer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/quer-sua-libido-de-volta/">Quer sua libido de volta?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Posso colocar o DIU logo após o parto?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/posso-colocar-o-diu-logo-apos-o-parto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Aug 2018 20:55:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9663</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ter um intervalo de, no mínimo, seis meses entre as gestações é o mais saudável para a mulher. Por isso, o ideal é começar a usar métodos contraceptivos após o parto. Os dispositivos intrauterinos (DIU), tanto o de cobre quanto o hormonal, são considerados altamente eficazes e seguros e não afetam a amamentação. A pílula [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/posso-colocar-o-diu-logo-apos-o-parto/">Posso colocar o DIU logo após o parto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter um intervalo de, no mínimo, seis meses entre as gestações é o mais saudável para a mulher. Por isso, o ideal é começar a usar métodos contraceptivos após o parto. Os dispositivos intrauterinos (DIU), tanto o de cobre quanto o hormonal, são considerados altamente eficazes e seguros e não afetam a amamentação.<br />
A pílula combinada, devido ao estrogênio em sua composição, apesar de ser um método contraceptivo muito utilizado, pode não ser a escolha ideal nesses casos, pois tem chances de afetar a amamentação. A alta quantidade de estrogênio desse tipo de método pode diminuir e mudar a composição do leite materno.<br />
Outra alternativa é usar preservativos. Tanto o masculino como o feminino evitam uma nova gravidez muito próxima da anterior. Além disso, eles também protegem contra ISTs, como HIV e HPV. Converse com o ginecologista sobre quais métodos anticoncepcionais não interferem na sua saúde e na do bebê e qual o mais adequado para você.<br />
#saudedamulher #ginecologia #dicadoginecologista<br />
Referências<br />
https://goo.gl/whddn3 &#8211; acessado em 18/07/2018<br />
https://goo.gl/v58cRv &#8211; acessado em 18/07/2018</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/posso-colocar-o-diu-logo-apos-o-parto/">Posso colocar o DIU logo após o parto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual método anticoncepcional usar durante a amamentação?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/qual-metodo-anticoncepcional-usar-durante-a-amamentacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 19:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Crescer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9524</guid>

					<description><![CDATA[<p>Qual método anticoncepcional usar durante a amamentação? Um mês após o parto, a mulher precisa voltar ao ginecologista para discutir com ele o método contraceptivo que irá adotar. A escolha deve levar em consideração a perspectiva do casal em ter ou não mais filhos, pois existem os que são definitivos e os de longa duração. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/qual-metodo-anticoncepcional-usar-durante-a-amamentacao/">Qual método anticoncepcional usar durante a amamentação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Qual método anticoncepcional usar durante a amamentação?</h1>
<p>Um mês após o parto, a mulher precisa voltar ao ginecologista para discutir com ele o método contraceptivo que irá adotar. A escolha deve levar em consideração a perspectiva do casal em ter ou não mais filhos, pois existem os que são definitivos e os de longa duração. Vale lembrar que a mulher que amamenta tem uma proteção contraceptiva natural, desde que o aleitamento seja exclusivo e com intervalos de três horas durante o dia e quatro horas no período noturno. Portanto, a partir do momento em que o bebê começar a dormir mais e a mamar em uma frequência menor, a mãe já corre o risco de engravidar.</p>
<p>Como as pílulas convencionais contêm estrogênio, elas não são indicadas porque podem diminuir a produção do leite. Nesse caso, vale a pena apostar nas minipílulas, que têm menor quantidade de estrogênio. Embora as chances de falha sejam maiores do que as convencionais, estudos mostram que elas são seguras na lactação.</p>
<p>Outras opções são os métodos de barreira, como o preservativo masculino, feminino e o diafragma. Eles têm eficácia em torno de 75% a 90% e não prejudicam a lactação. Já os injetáveis trimestrais e o implante hormonal, que duram três anos, contêm apenas hormônios derivados da progesterona que não interferem na produção de leite e funcionam.</p>
<p>As mulheres ainda têm como alternativa a contracepção a longo prazo, ou seja, os dispositivos intrauterinos (DIU) de cobre ou hormonal, com duração de cinco ou dez anos. Além de reversíveis, eles têm eficácia elevada e são práticos, pois a mãe não precisa ficar lembrando de usar.</p>
<p>Como você pode ver, há várias formas de evitar a gravidez na lactação. E essa prevenção é importante, já que engravidar neste período pode não só prejudicar a produção de leite como ter outras consequências, já que o corpo ainda não está preparado.w</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/qual-metodo-anticoncepcional-usar-durante-a-amamentacao/">Qual método anticoncepcional usar durante a amamentação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quais perguntas devo fazer ao meu ginecologista?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/quais-perguntas-devo-fazer-ao-meu-ginecologista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2018 16:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cosmopolitan]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9459</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quais perguntas devo fazer ao meu ginecologista? O ginecologista, em muitas situações, acaba sendo o clínico da mulher, de forma que todos os aspectos da saúde feminina são relevantes para este profissional. As perguntas sobre o ciclo menstrual são as mais comuns, já que a regularidade do ciclo, o volume do fluxo e a duração [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/quais-perguntas-devo-fazer-ao-meu-ginecologista/">Quais perguntas devo fazer ao meu ginecologista?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Quais perguntas devo fazer ao meu ginecologista?</h1>
<p>O ginecologista, em muitas situações, acaba sendo o clínico da mulher, de forma que todos os aspectos da saúde feminina são relevantes para este profissional. As perguntas sobre o ciclo menstrual são as mais comuns, já que a regularidade do ciclo, o volume do fluxo e a duração da menstruação, além dos sintomas pré-menstruais, são um bom parâmetro para uma avaliação do status hormonal e também da saúde dos órgãos reprodutores.</p>
<p>As questões sobre a higiene íntima, as secreções vaginais e técnicas de depilação também são importantes, pois não são assuntos muito comentados entre as mulheres, gerando várias dúvidas sobre o que é esperado, saudável e natural para fazer nesta região. Perguntas sobre uso de protetores diários, absorventes, coletores menstruais e sabonetes íntimos também devem ser feitas se houver dúvidas, já que para cada produto existe uma recomendação diferente.</p>
<p>As mulheres geralmente têm muitas dúvidas sobre os métodos contraceptivos, e elas devem ser tiradas na consulta. Cada método tem a sua particularidade, e saber sobre as interações deles com outras doenças, efeitos colaterais, facilidade de uso, etc, são informações muito importantes para o uso adequado.</p>
<p>Para as que estão preocupadas com a fertilidade futura, perguntas sobre a idade recomendada para engravidar, interações com o tabagismo e hábitos de vida são relevantes para um planejamento do futuro reprodutivo.</p>
<p>A sexualidade é outro tema para ser abordado na consulta médica. Apesar de muitas mulheres sentirem certa vergonha em tocar no assunto, o ginecologista está habituado a lidar com estas questões íntimas e pode ajudar em alguma dúvida ou dificuldade.</p>
<hr />
<p>Matéria originalmente publicada em minha coluna no site da Cosmopolitan Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/quais-perguntas-devo-fazer-ao-meu-ginecologista/">Quais perguntas devo fazer ao meu ginecologista?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dilema: ter ou não o segundo filho?</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/dilema-ter-ou-nao-o-segundo-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2017 21:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Crescer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9423</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segunda gravidez: influencia de outras pessoas? Eis a questão que angustia muitas mulheres que já são mães e que, portanto, já vivenciam as dores e as delícias da maternidade. Palpites nessa decisão não faltam. Comentários como: “Coitadinho do seu filho que será tão solitário sem um irmão”. Ou: “Melhor ter um único filho neste mundo”. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/dilema-ter-ou-nao-o-segundo-filho/">Dilema: ter ou não o segundo filho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Segunda gravidez: influencia de outras pessoas?</h3>
<p>Eis a questão que angustia muitas mulheres que já são mães e que, portanto, já vivenciam as dores e as delícias da maternidade. Palpites nessa decisão não faltam. Comentários como: “Coitadinho do seu filho que será tão solitário sem um irmão”. Ou: “Melhor ter um único filho neste mundo”. Ou ainda: “Você é muito corajosa por ter um terceiro filho&#8230;”.Influenciadas por esses mitos, deixamos de respeitar as nossas vontades, sem realizar uma reflexão profunda sobre o assunto. Afinal, ter mais um filho é uma superdecisão de vida, que deve ser tomada apenas com o seu parceiro. Ainda assim, é difícil ter 100% de certeza. Para ajudar você a pensar, elaborei alguns tópicos relevantes:</p>
<p>Em primeiríssimo lugar, por ser o mais importante, você quer ter mais um filho? Independentemente da vontade do seu companheiro, do seu filho ou da sua sogra, você, que carregará o filho no ventre, é quem mais vai ter que dispender energia para isso. E seu marido, quer também? Lembre-se de que ele é parte (bem) importante nessa decisão.</p>
<p>Você quer, mas está com preguiça da trabalheira toda? Então tenha, pois um filho é diferente do outro e ter vivido a experiência com o(s) primeiro(s) dará a você confiança com o próximo. Essa segurança de já ser mãe faz com que o trabalho seja menor e você vai conhecer uma forma de amor maduro, gostoso, sem a paixão do primeiro filho, mas também sem os medos aflitivos das mães de primeira viagem.</p>
<h3>Segunda gravidez e solidez no casamento</h3>
<p>Seu casamento está sólido o suficiente para mais um filho? Talvez aqui você deva colocar os sentimentos de lado. Muitas relações não resistem aos filhos pequenos. O casal precisa ficar atento para não se perder nos papéis de pai e mãe. Portanto, o sexo precisa continuar interessante, pois é ele que conecta o casal. As brigas pelo cansaço, pela falta de tempo e pelas desavenças na criação das crianças podem minar um bom casamento e o diálogo é fundamental para a família viver em harmonia.</p>
<h3>Dar um irmão para o primogênito</h3>
<p>Ter um irmão é importante? Apesar de não ser uma garantia de que os filhos vão se dar bem, é bom ter alguém para compartilhar assuntos que só quem tem uma mesma família entende. No entanto, há estudos mostrando que os filhos únicos acabam formando uma rede de amigos que funcionam como “irmãos”, sem falar que é um mito a ideia de que se tornam egoístas e mimados. Ou seja, tenha um segundo filho para você e não para dar um irmão ao primogênito.</p>
<h3>Estrutura Familiar e Profissional</h3>
<p>Você tem ajuda? Pense se o seu dia a dia comporta mais um filho. Geralmente, com alguns ajustes, a estrutura já montada é o suficiente. Mas talvez você precise contratar ajuda extra em casa ou contar com a colaboração de parentes próximos. Isso é possível sem que você abra mão de algum sonho profissional ou projeto pessoal? Reflita sobre o que é mais importante para você agora e no futuro.</p>
<p>Eu não mencionei a questão financeira. Sei que é importante, mas não a vejo como algo que deva nortear a sua decisão. É extremamente caro ter um filho no nosso país, mas conseguimos dar um jeito. Afinal, estamos falando de amor e no coração de mãe sempre cabe mais um.</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/dilema-ter-ou-nao-o-segundo-filho/">Dilema: ter ou não o segundo filho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ser mãe e ser feliz</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/ser-mae-e-ser-feliz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 21:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Crescer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9292</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ser mãe e ser feliz Tenho atendido cada vez mais mulheres que não desejam ser mães. Entre as razões, muitas alegam que, em suas vidas, não há espaço para uma criança, já que elas dão “trabalho demais”. Outras não querem abrir mão de viagens e da liberdade de uma vida sem filhos e tem aquelas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/ser-mae-e-ser-feliz/">Ser mãe e ser feliz</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Ser mãe e ser feliz</h1>
<p>Tenho atendido cada vez mais mulheres que não desejam ser mães. Entre as razões, muitas alegam que, em suas vidas, não há espaço para uma criança, já que elas dão “trabalho demais”. Outras não querem abrir mão de viagens e da liberdade de uma vida sem filhos e tem aquelas que simplesmente não sentem vontade.</p>
<p>Sempre encarei esse fenômeno de forma positiva, como uma desconstrução do mito de que uma mulher precisa ser mãe para se sentir completa. Realmente acho que existem mil e uma formas de nos sentirmos realizadas e felizes sem precisarmos de um filho para preencher uma lacuna. A mulher demorou tanto tempo para se livrar dos únicos papéis que lhe cabiam – o de esposa e mãe – que vejo com naturalidade o fato de agora querer seguir outros caminhos.</p>
<p>Vinha pensando assim até que, outro dia, uma amiga, que sempre quis ser mãe e já estava nas tentativas, me ligou em pânico contando de um atraso menstrual. Ela chorava e dizia que não queria mais ter filhos porque sua vida pessoal iria acabar, que ela não seria mais promovida no trabalho, que não conseguiria mais ir a restaurantes, que o casamento iria para o brejo e que todas as amigas contavam experiências péssimas de amamentação e dos primeiros meses do bebê. Tentei acalmá-la falando coisas boas, mas ela estava muito assustada diante da “grande e horrível” mudança no seu estilo de vida.</p>
<p>No fim, ela nem estava grávida, mas me deixou preocupada. Será que as mulheres estão abrindo mão da maternidade por medo? Qual grávida que nunca ouviu para dormir muito na gestação porque depois nunca mais teria uma noite completa de sono? E as cólicas terríveis dos primeiros meses? E o desejo sexual que iria acabar? Sem falar no custo de ter uma criança, na dificuldade de encontrar uma babá confiável e outras informações negativas.</p>
<h3>Porque ser mãe nos dias de hoje parece difícil?</h3>
<p>Pelo olhar de muitas mulheres, ser mãe hoje parece muito difícil e catastrófico. Fora do mundo das redes sociais, onde só encontramos crianças lindas e mães felizes, a maternidade anda sofrendo um bullying danado. As grávidas estão ansiosas e as novas mães inseguras e sozinhas. Não contamos mais com aquela rede de apoio das mulheres da família que auxiliavam no cuidado das crianças, mas não podemos recriá-la? Em vez de disseminarmos experiências ruins, seria mais útil nos ajudarmos como grandes companheiras que somos nessa jornada de mães, que,  sim, não é fácil – como nada na vida o é –, mas que pode ser infinitamente mais leve e divertida do que está sendo falado por aí.</p>
<p>Mulher, não desista da maternidade porque você “vai ter que abrir mão de muitas coisas”. Você vai poder ser tudo o que sempre quis, inclusive mãe. Você dá conta de tudo, sim, e, se não der, é só por um tempo. É possível ter sua vida, seus momentos e voltar a ser magra como antes. Dá para curtir a vida, ir a restaurantes, viajar para a Austrália, namorar o marido e ser muito, muito feliz mesmo, com seus filhos. É só uma questão de organização, persistência e pensamento positivo.</p>
<hr />
<div class="post-content the-content">
<div id="materia-letra" class="materia-conteudo entry-content cda-materia">
<div id="materia-parsed-corpo">
<div class="ctx_content">
<div class="post-content the-content">
<p>A publicação acima foi originalmente postada na Revista Crescer em 24/04/2017.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/ser-mae-e-ser-feliz/">Ser mãe e ser feliz</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Escolha de Ser Mãe</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/escolha-de-ser-mae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 May 2017 20:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9248</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entrevista especial de dia das mães  Entrevista para Bruna Torres publicada no site O Mundo Mamãe e Bebê em 13/05/2017. A escolha de ser Mãe – Entrevista com Carolina Ambrogini Que prazer o meu entrevistar ela! Médica ginecologista, sexóloga, mãe, palestrante, colunista da revista crescer e de outros canais. Carolina está sempre envolvida e engajada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/escolha-de-ser-mae/">A Escolha de Ser Mãe</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header class="post-header">
<h1 class="gdlr-blog-title">Entrevista especial de dia das mães</h1>
<div class="gdlr-blog-info gdlr-title-font gdlr-info"> Entrevista para Bruna Torres publicada no site O Mundo Mamãe e Bebê em 13/05/2017.</div>
</header>
<div class="clear"></div>
<div class="clear"></div>
<header class="post-header">
<div class="clear"><strong>A escolha de ser Mãe – Entrevista com Carolina Ambrogini</strong></div>
</header>
<div class="gdlr-blog-content">
<p>Que prazer o meu entrevistar ela! Médica ginecologista, sexóloga, mãe, palestrante, colunista da revista crescer e de outros canais. Carolina está sempre envolvida e engajada em tudo que se refere ao bem estar da mulher.</p>
<p>Uma mulher moderna e inspiradora para abrilhantar nosso espaço nessa véspera especial de Dia das mães!</p>
<p><strong>Bruna – Estamos passando por um momento historicamente importante. Nunca falamos tanto em emponderamento feminino.  Como você define esse emponderamento e o principal objetivo dele?</strong></p>
<p>Carolina: “As mulheres estão passando por um momento muito importante, nos tornamos independentes, mas não totalmente livres, ainda temos muitas amarras, resultado de séculos de uma educação que nos tolhia em diversos aspectos. O “empoderamento” feminino é uma palavra de ordem, um basta a todos estes entraves, é nada mais do que um aviso de soltura. Queremos liberdade para nos expressarmos e para vivermos como bem entendermos, sem julgamentos, críticas ou reprovações com relação ao nosso “comportamento”.”</p>
<p><strong>Bruna – Por conta das dificuldades sociais, preconceitos, escassez de tempo, múltiplas responsabilidades etc muitas mulheres estão com medo da maternidade e suas escolhas. Como tratar as incertezas e os fantasmas diante desse cenário e saber o “melhor” momento? Existe de fato algum benefício em planejar  o  “melhor” momento?</strong></p>
<p>Carolina: “A maternidade segue um caminho paradoxal atualmente, ou é “a coisa mais maravilhosa do mundo”ou é “algo que dá muito trabalho”. O fato é que as do primeiro grupo, quando se tornam mães, se deparam com a realidade, sim, nos tempos de MBA, só sabemos sobre o mundo infantil quando voltamos da maternidade com um pacotinho berrante, e se sentem “traídas” pelo sonho de realização total e absoluta em que acreditaram e perpetuam muitos sentimentos negativos. Por outro lado, tem um montão de mulher abrindo mão da maternidade porque “dá trabalho demais”, influenciadas por uma amiga que viveu este choque de realidade. Precisamos achar um meio-termo, pois realmente é muito bom ser mãe, mas dá trabalho mesmo e sempre vai dar, em qualquer momento da vida. Sempre existirão prós e contras em qualquer fase. Vale muito discutirmos sobre a maternidade real e nos ajudarmos como mulheres e mães, para que a vida fique mais leve e divertida, no meio à tantas responsabilidades. A mãe atual está muito sozinha, perdeu sua rede de apoio, só pode contar com a babá ou a escolinha, vamos nos ajudar, nem que seja com uma palavra amiga e não de julgamento.”</p>
<p><strong>Bruna: Você considera o mercado de trabalho atual, um mercado maduro e preparado para absorver profissionais/mães ou o preconceito ainda é muito presente?</strong></p>
<p>Carolina: “Ainda temos muito a caminhar… Emprego bate-cartão é algo muito complicado para uma mãe de criança pequena, é uma fase que exige muita dedicação e a mulher quer estar ali, fica dividida. Por outro lado, muitas executivas deixam de ganhar uma promoção se a empresa percebe que elas podem engravidar. As empresas precisam se adaptar, principalmente sendo mais maleáveis com os horários de uma mãe, muitas vezes ela será mais produtiva se tiver um horário reduzido e uma executiva mãe, pode se tornar ainda mais brilhante, pois a maternidade nos faz mais inteligentes e focadas no que realmente interessa.”</p>
<p><strong>Bruna: As questões emocionais hoje afetam muito mais a saúde da mulher do que propriamente as questões físicas, a que se deve na sua opinião essa realidade?</strong></p>
<p>Carolina: “Sim, as mulheres hoje andam exaustas e por isto desenvolvem vários tipos de dificuldades na área mental, principalmente ansiedade e depressão. Não tem jeito, o homem precisa realmente entrar de vez na divisão de tarefas, para que a carga nos ombros de sua esposa se alivie um pouco. Mas esta mulher precisa deixar também. Precisa aprender a delegar, a não ser tão controladora e perfeccionista e se permitir momentos só dela, para recarregar as energias.”</p>
<p><strong>Bruna: Com base na sua experiência de consultório, ao ouvir relatos de tantas mulheres de todas as idades, quais seriam as 5 dicas mais preciosas para que as mães de hoje contribuam para a autoconfiança e bem estar de suas filhas, que serão as mães da próxima geração?</strong></p>
<p>Carolina: “Primeiríssima coisa: Ser mulher é MUITO bom! Poder gerar, parir, cuidar, se embelezar à vontade, expressar seus sentimentos… Nada de frases como “na próxima encarnação quero nascer homem”!</p>
<p>2- Ela poderá ser o que quiser, independente de ser mulher</p>
<p>3- Homem lava a louça, arruma a casa e toma conta de criança sim, olha só o exemplo bom do seu pai</p>
<p>4- Pode conhecer o seu corpo à vontade, ele te pertence, seja íntima e dona dele</p>
<p>5- Dê muito amor, uma criança criada com afeto já tem a principal base para ser uma pessoa feliz e segura”.</p>
<p><strong>Bruna: Na sua opinião, não só a maternidade e reprodução, mas o tema educação sexual em geral deveria ser mais discutido e consequentemente esclarecido em casa e inclusive nas escolas?</strong></p>
<p>Carolina: “Educação sexual começa em casa e é responsabilidade dos pais e Não da escola, esta pode ajudar com palestras didáticas e grupos de apoio, mas a principal função é dos pais e começa por tratar o sexo e as coisas do corpo com naturalidade, sem tabus ou preconceitos, depois é só ir respondendo às dúvidas que surgem e ficar vigilante, procurar saber da vida, das amizades, dos grupos do seu filho, SEM invasão, SEM crítica demais e com mais papo.”</p>
<p><strong>Bruna: Se você pudesse dar UM recado para TODAS as mulheres que são ou pensam em ser mães vislumbrando o bem estar delas, que recado seria esse?</strong></p>
<p>Carolina: “Não desista deste sonho, é REALMENTE a melhor coisa do mundo, dá trabalho SIM, você talvez não se sinta TÃO completa como esperava, tenha momentos ruins, tenha que adiar alguns planos, mas, com organização e ajuda, cabe tudo no pacote.”</p>
<p><strong>Bruna: Para você, se tornar mãe é….?</strong></p>
<p>Carolina: “Uma experiência profunda, que te faz crescer, testar limites, paciência, estabelecer prioridades e sobretudo, experimentar um amor estratosférico. Não existe mãe que não seja feliz.”</p>
<p>Obrigada Carolina, pela entrevista deliciosa para esse espaço que valoriza tanto todas as mulheres e a missão árdua da maternidade.</p>
<p>Feliz dia das Mães!</p>
<p>Beijos</p>
</div>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/escolha-de-ser-mae/">A Escolha de Ser Mãe</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Depressão Pós-Parto</title>
		<link>https://carolinaambrogini.com.br/depressao-pos-parto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2017 13:52:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://carolinaambrogini.com.br/?p=9242</guid>

					<description><![CDATA[<p>Depressão pós-parto Seu filho nasceu. E de repente, depois de todo o preparo para o nascimento, você se dá conta de que é tudo muito diferente do que imaginava. As incertezas e inseguranças dos primeiros meses costumam derrubar bem rápido a ideia da maternidade idealizada. Na verdade, uma minoria passa por essa transformação sem qualquer [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/depressao-pos-parto/">Depressão Pós-Parto</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Depressão pós-parto</h2>
<p>Seu filho nasceu. E de repente, depois de todo o preparo para o nascimento, você se dá conta de que é tudo muito diferente do que imaginava. As incertezas e inseguranças dos primeiros meses costumam derrubar bem rápido a ideia da maternidade idealizada. Na verdade, uma minoria passa por essa transformação sem qualquer frustração: 80% das mulheres sofrem com o chamado blues puerperal – tristeza e variações de humor após o nascimento do bebê, segundo estudos citados pelas especialistas ouvidas pelo G1.</p>
<p>Dessas mulheres, 20% terão depressão pós-parto, passível de tratamento com medicamentos e acompanhamento. Mas 100% terão que lidar com a adaptação física e emocional implicada na maternidade. Então, afinal, o que acontece com a mulher depois do parto?</p>
<p>Em 2014, as vidas da ilustradora Thaiz Leão, de 27 anos, e da YouTuber Helen Ramos, de 30 anos, mudaram radicalmente quando elas deram à luz seus filhos. A Helen teve o Caetano em fevereiro e a Thaiz ganhou o Vicente em junho. Para elas, a experiência foi tão forte, que elas contam terem nascido de novo.</p>
<h4></h4>
<h4>“Você tem muito essa sensação de morte mesmo, inclusive da dor que você sente. Então é muito único”, diz Helen.</h4>
<p>“É um período de transformação, semelhante ao que acontece com todo mundo na adolescência. Não dá pra passar ileso, e nem é esperado que se passe. A diferença é que dessa vez há um outro ser implicado: o bebê”, explica a psicanalista Vera Iaconelli, diretora do Instituto Gerar.</p>
<p>Fisiologicamente, o chamado puerpério dura 40 dias após o parto: o tempo que o corpo leva para voltar ao estado anterior à gravidez. Mas a leitura do período, para cada mãe, é diferente na prática. “Eu considero puerpério quando tem um envolvimento químico e físico do corpo muito forte, junto com toda a dificuldade que existe na maternidade”, diz Helen. Já a adaptação emocional, essa não tem data certa para acabar. “Eu acho que ainda não saí do puerpério”, conta Thaiz.<br />
Também no período de pós-parto, segundo Carolina Ambrogini, ginecologista e obstetra da Unifesp, duas coisas costumam gerar grande estresse para as mães: problemas com a amamentação e transtornos de humor. “A placenta produz a progesterona que mantém a gravidez. Quando ela sai do corpo, esse hormônio cai 400 vezes e isso pode sim causar essas alterações de humor que são tantas vezes incompreendidas por quem está no entorno da mulher”. Helen passou pelo blues puerperal e desenvolveu depressão pós-parto.</p>
<h4>A médica ainda explica que a adaptação durante o puerpério é extremamente complexa. “As mulheres hoje em dia são muito solitárias. A gente não sabe o que vai enfrentar e tudo o que ouve é uma visão idealizada e romântica das coisas. Pensa no enxoval, no chá de bebê, no parto, e quando a realidade acontece, ela parece muito diferente”, afirma. Foi o que a Thaiz sentiu ao contar aos seus pais que seria mãe.</h4>
<p>“As pessoas mais velhas têm essa mentalidade que tudo se resolve com dinheiro&#8230; Eu falei: ‘mãe, tanta coisa que você pode resolver com uma canja que você não faz ideia&#8217;”, relata.<br />
Já Helen teve que aprender a “desromantizar” a maternidade quando engravidou antes do planejado. “Queria ser mãe, mas me via com 40 anos, rica, bem-sucedida, sabe? Tinha a impressão de que ser mãe é assim. ‘Ah, vou esperar ter dinheiro para ter filho’. Talvez esse dia nunca fosse chegar.”</p>
<p>Para Vera, a “fantasia” de que o amor surge imediatamente após o nascimento do bebê cria na verdade uma armadilha para os pais. “A visão equivocada sobre a maternidade atrapalha muito na elaboração dessas mudanças. A mulher se sente culpada, acha que está errada ao sentir o que sente. É só na nossa cultura que o nascimento é um acontecimento individual, ou do casal. Na verdade, o nascimento é uma chegada à coletividade&#8221;.</p>
<p>&#8220;O bebê precisa de cuidado comunitário. Mas isso em geral não acontece. Na nossa cultura, o abandono social é vendido como ‘uma boa mãe dá conta sozinha’. Você desresponsabiliza o grupo e super responsabiliza a mulher&#8221;, diz a psicanalista.</p>
<p>Foi o que Helen observou depois de perceber que muitas mães se sentiam como ela. “Não adianta você ‘desromantizar’ a maternidade, e a sociedade não.</p>
<h4></h4>
<h4>Alternativas e ‘válvula de escape’</h4>
<p>Além das coincidências sobre as idades de seus filhos, o que também une Thaiz e Helen é a forma que encontraram para lidar com as inseguranças, dúvidas e problemas da maternidade. Ambas criaram projetos que falam sobre as descobertas dessa fase de forma direta e bem-humorada.<br />
Terminando uma graduação em design, a Thaiz fez o primeiro desenho contando sobre a sua nova vida quanto o Vicente tinha apenas 3 meses. Para ela, as tirinhas funcionavam como um “diário de bordo”. “Foi por necessidade minha. Para mim, pareceu muito prático desenhar, porque eu conseguia reunir o começo e o fim de uma história. Eu comecei a fazer para mostrar para os meus amigos porque, naquele momento, só eu era mãe”, conta.<br />
Após publicar seus trabalhos em seu perfil no Facebook, seus amigos a incentivaram a torná-los públicos, o que deu origem ao “Mãe Solo”. Os temas surgem conforme as experiências que a Thaiz tem com seu filho. “A demanda é observação na casa, vivência”, conta. Atualmente, a página do Facebook que divulga a iniciativa tem quase 70 mil likes, e uma loja virtual vende as criações, como o livro “Chora lombar &#8211; Maternidade Na Real”, camisetas e pôsteres.</p>
<p>Com a Helen, demorou um pouco mais. Ela criou o canal no YouTube Hel Mother quando o Caetano já tinha pouco mais de 2 anos. Após uma pesquisa, percebeu que ninguém produzia vídeos sobre o assunto. E contou com um empurrão das amigas, que publicaram o primeiro vídeo no dia das mães de 2016. “Eu sentava em uma roda, contava uma história e todo mundo passava mal de rir. Dois minutos depois, elas estavam emocionadas. A gente achava que ia dar muito certo”, conta.<br />
Agora, ela já tem 76 mil inscritos e o seu vídeo mais famoso tem mais de 200 mil visualizações. Ela afirma que os retornos que têm são os mais variados possíveis:<br />
“É muito legal encontrar alguém na rua e falar: &#8216;cara, eu não queria ter filho, mas eu assisti ao seu canal e eu percebi que quero muito ter filho&#8217;. Ou encontrar alguém e falar: &#8216;eu achava que queria ter filho e não quero de jeito nenhum depois que eu assisti ao seu canal&#8217;. E eu falava: &#8216;ótimo&#8217;. Pelo menos serviu para uma decisão”.<br />
Ainda que cada mãe encontre seu próprio caminho em tempos diferentes, a obstetra Carolina defende todas as alternativas, como uma forma de compor uma rede de apoio. “As mulheres encontraram saídas, buscaram apoio no ambiente virtual, em fóruns, blogs e comunidades. Muitas começam a empreender, até se tornam blogueiras ou Youtubers e tudo isso é muito rico.”<br />
Além do projeto Mãe Solo, Thaiz conta que começou amizades com outras mães em grupos de puerpério em redes sociais para “não surtar”.</p>
<p>Ela combinava encontros para que saíssem com seus filhos.<br />
“Me fazia mal ficar só pensando nele, só coisas para ele, só falando de maternidade. Falava [para outras mães]: ‘você tem um bebê da mesma idade que o meu? Vamos sair! Onde você quer ir?’. E eu ia. Foi descobrir uma rede que estava na mesma necessidade que eu e que queria fugir do mesmo jeito que eu”, afirma.<br />
Para Vera, o humor da chamada “maternidade real” ajuda, não só a própria mãe que conta sua história, mas também a desmistificar o nascimento e seus dramas para outras mulheres. “Acho que o termo maternidade real funciona quando ele se opõe à ideia de maternidade ideal. Claro que pode haver mães que não passam por essa sensação e elas também vivem maternidades reais. Mas gosto muito de usar o termo ‘maternidade possível’, com o que é possível para aquela mãe, aquele pai, aquele bebê, no seu ambiente e com suas contingências.” Segundo Helen, é importante que as pessoas entendam como é a maternidade em todos os sentidos, para que as mães realmente vivam em sociedade. “Porque mãe não quer só se relacionar com mãe. A gente quer estar no mercado de trabalho, nas festas, quer ter círculo social”, pontua.<br />
E com todos os perrengues, Helen e Thaiz dizem que o que faz com que elas encarem esse período com mais leveza são seus filhos. Thaiz descreve o Vicente como “o cara da sua vida”: “Ele é a minha melhor relação com outro ser humano. E olha que é difícil. A gente briga. E ele só tem 3 anos!”, brinca. Helen diz que tem por Caetano “um amor diferente de tudo o que já tinha sentido”. “Ele acordar e falar ‘oi, mamãe’, já vale. Mesmo quando ele não falava, quando ele acordava banguela, babando. Todos os dias valem a pena”.</p>
<hr />
<p class="content-head__title">O artigo acima foi originalmente publicado com o título <strong>Maternidade real: da depressão ao bom humor, como as mulheres lidam com o pós-parto?  </strong>no portal G1 EM 12/05/2017. Boa Leitura!</p>
<h1 class="content-head__title"></h1>
<p>O post <a href="https://carolinaambrogini.com.br/depressao-pos-parto/">Depressão Pós-Parto</a> apareceu primeiro em <a href="https://carolinaambrogini.com.br">Dra. Carolina Ambrogini</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
